10/Sep/2026
Conforme levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso alcançou produtividade média de 130,11 sacas de 60 Kg por hectare de milho na safra 2025/26, acima das 127,01 sacas de 60 Kg por hectare estimadas para a Argentina. A produção estadual somou 58,04 milhões de toneladas, equivalente a 90,7% da safra projetada para a Argentina, de 64 milhões de toneladas, mesmo com uma área cultivada 13% menor. A área semeada em Mato Grosso totalizou 7,43 milhões de hectares na temporada, ante 8,4 milhões de hectares na Argentina.
A produção estadual cresceu 4,69% em relação aos 55,43 milhões de toneladas colhidos na safra 2024/25, resultado sustentado pela expansão de 2,34% da área, de 7,26 milhões para 7,43 milhões de hectares, e pelo avanço de 2,23% da produtividade, de 127,27 para 130,11 sacas por hectare. O desempenho reflete o avanço do manejo e da adoção de tecnologias na 2ª safra de milho, especialmente no uso de sementes e fertilizantes. A evolução reforça a mudança de posicionamento do cereal dentro do sistema produtivo de Mato Grosso, que passou de uma cultura complementar à soja para uma atividade de importância estratégica para a produção estadual.
No aspecto climático, a manutenção das chuvas favoreceu o enchimento dos grãos em Mato Grosso, onde a colheita da safra 2025/26 já foi encerrada. Na Argentina, o excesso de umidade desacelerou os trabalhos, com 92,5% da área apta colhida até 3 de setembro. O resultado de Mato Grosso coloca a produção estadual, em termos de volume, próxima à de grandes países produtores de milho e evidencia a dimensão alcançada pelo cereal na agricultura estadual. Para a safra 2026/27, a primeira estimativa do Imea indica produção de 53,68 milhões de toneladas em Mato Grosso, queda de 7,5% em relação ao ciclo 2025/26.
A projeção considera área de 7,48 milhões de hectares, aumento de 0,59%, e produtividade de 119,64 sacas por hectare, recuo de 8,05%. A redução projetada da produtividade está associada ao risco de influência do fenômeno climático El Niño sobre o calendário agrícola, com possibilidade de atraso no plantio da soja e consequente redução da janela de semeadura do milho 2ª safra de 2027 no Estado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.