09/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em baixa nesta terça-feira (08/09) pela quarta sessão consecutiva na Bolsa de Chicago, pressionados pela liquidação de posições compradas diante da percepção de que o mercado apresenta condição de sobrecompra. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostram que os fundos ampliaram em 26,3% a posição líquida comprada em milho na semana encerrada em 1º de setembro, de 317.448 para 401.003 lotes. O contrato dezembro recuou 3,25 cents, ou 0,61%, e fechou a US$ 5,33 por bushel.
O início da colheita nos Estados Unidos e o aumento das vendas pelos produtores norte-americanos também contribuíram para pressionar as cotações. As perdas foram limitadas pela valorização do petróleo e pela queda do dólar ante as principais moedas. A desvalorização da moeda norte-americana aumenta a competitividade das commodities produzidas nos Estados Unidos para compradores estrangeiros. Ao mesmo tempo, o avanço do petróleo melhora a competitividade relativa do etanol, produzido nos Estados Unidos principalmente a partir do milho. A expectativa de uma safra menor na Europa e a continuidade do conflito no Mar Negro também contribuíram para limitar o movimento de baixa na Bolsa de Chicago.
Na França, a parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes caiu de 74% para 28% após ondas consecutivas de calor, enquanto a produção é estimada em 6,9 milhões de toneladas, o menor volume em 50 anos. Na Alemanha, a colheita recuou cerca de 25%, para 3,75 milhões de toneladas. Diante desse cenário de menor oferta europeia, a Comissão Europeia projeta necessidade de importação de 25 milhões de toneladas de milho. O USDA informou que 1,66 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação nos portos norte-americanos na semana encerrada em 3 de setembro, volume 10,9% superior ao registrado na semana anterior.