04/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em baixa nesta quinta-feira (03/09) na Bolsa de Chicago, pressionados pelo desempenho negativo do trigo. Os dois grãos tendem a apresentar movimentos na mesma direção por serem substitutos diretos na formulação de rações animais. Fundos também deram continuidade à liquidação de posições compradas iniciada na sessão anterior, após o milho ter registrado alta em nove das dez sessões precedentes e acumulado valorização de 11,89% no período. O início da colheita no sul dos Estados Unidos e o aumento das vendas realizadas pelos produtores norte-americanos também exerceram pressão sobre os contratos. O vencimento dezembro recuou 2,75 centavos de dólar, equivalente a 0,51%, e fechou a US$ 5,40 por bushel.
A expectativa de uma safra menor na Europa e a continuidade do conflito no Mar Negro, contudo, limitaram as perdas. O mercado também encontrou suporte na perspectiva de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduza, na próxima semana, suas estimativas para a produção e a produtividade de milho no país. Os participantes do mercado acompanham as projeções de analistas privados para a safra norte-americana antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o dia 11 de setembro. A Linn and Associates estimou a produção de milho dos Estados Unidos em 400,51 milhões de toneladas, com produtividade de 11,172 toneladas por hectare.
A Allendale projetou produção de 401,32 milhões de toneladas e rendimento de 11,217 toneladas por hectare. As duas estimativas estão abaixo das projeções divulgadas pelo USDA em agosto, de 406,73 milhões de toneladas para a produção e 11,342 toneladas por hectare para a produtividade, respectivamente. A diferença reforça a possibilidade de revisão negativa das estimativas oficiais no próximo relatório. Nos dados de vendas externas, o USDA informou que exportadores dos Estados Unidos comercializaram 1,99 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 27 de agosto. Para a safra 2025/26, os cancelamentos superaram as vendas em 829,6 mil toneladas. Considerando as duas safras, o saldo líquido foi de 1,16 milhão de toneladas, dentro do intervalo estimado pelos analistas, de 500 mil a 1,6 milhão de toneladas.