03/Sep/2026
O milho brasileiro opera com preços firmes, sustentados pela demanda interna aquecida. O mercado doméstico oferece maior atratividade aos produtores do que as exportações. Esse cenário reduz o interesse pelos embarques ao exterior e dá suporte às cotações no Brasil. Mas, na Bolsa de Chicago, os preços também avançam diante das perspectivas de uma safra menor na Europa e da interrupção dos embarques da Ucrânia. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou que as exportações de milho do Brasil em agosto somarão 7,34 milhões de toneladas, queda de 30% ante igual mês do ano passado. Com esse volume, os embarques acumulados no ano chegariam a 14,25 milhões de toneladas, 16% abaixo dos 16,97 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025.
No Paraná, na região de Cascavel, as fábricas de ração indicam entre R$ 62,00 e R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF. Na região de Pato Branco, indústrias indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF. Há registro de negócios para compradores do setor de proteína animal de Santa Catarina a R$ 68,00 por saca de 60 Kg CIF, com acréscimo de ICMS. Para exportação, tradings indicam entre R$ 71,00 e R$ 72,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em setembro e pagamento em outubro, perdendo atratividade frente às cotações da semana passada, que chegaram a R$ 75,00 por saca de 60 Kg CIF. Em Mato Grosso, na região de Sinop, o milho disponível para embarque em outubro e pagamento em novembro está cotado a R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, em negociação direta com o produtor, ou R$ 53,50 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativa. Para 2ª safra de 2027, a indicação de indústrias de etanol é de R$ 50,00 por saca de 60 Kg, para entrega e pagamento em setembro do próximo ano.