03/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em leve baixa na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (02/09), pressionados pela liquidação de posições compradas por fundos diante da percepção de que o mercado estava sobrecomprado. O cereal havia registrado alta em nove das dez sessões anteriores, acumulando valorização de 11,89% no período. O vencimento dezembro recuou 2,50 cents, equivalente a 0,46%, e fechou a US$ 5,43 por bushel. Conforme levantamento da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), os fundos elevaram em 74,7% a posição líquida comprada em milho na CBOT na semana encerrada em 25/08, de 181.692 para 317.448 lotes.
Esse foi o maior saldo líquido comprado já registrado para aquela data. As perdas foram limitadas pela expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduza, na próxima semana, suas estimativas de produção e produtividade de milho no país. O mercado acompanha nesta semana as projeções de consultorias privadas para a safra norte-americana antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, prevista para 11 de setembro. O milho é o mercado mais sensível às estimativas privadas neste momento, porque as lavouras estão em estágio mais avançado de desenvolvimento do que as de soja.
As projeções das consultorias poderão indicar se a recente valorização das cotações foi excessiva em magnitude e velocidade ou se os analistas privados estão reforçando a percepção do mercado de que o USDA ainda trabalha com uma produtividade de milho elevada demais. A Allendale estimou a produção norte-americana em 402,17 milhões de toneladas, com produtividade de 11,216 toneladas por hectare. Os números estão abaixo das estimativas divulgadas pelo USDA em agosto, de 406,73 milhões de toneladas para a produção e 11,342 toneladas por hectare para a produtividade. A expectativa de uma safra menor na Europa e a continuidade do conflito na região do Mar Negro também limitaram uma queda mais expressiva das cotações do milho na Bolsa de Chicago.