02/Sep/2026
O mercado futuro de grãos nos Estados Unidos tem atribuído maior peso aos números do Pro Farmer Crop Tour do que às estimativas de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A divergência entre as projeções para o tamanho das safras norte-americanas de milho e soja vem contribuindo para sustentar as cotações na Bolsa de Chicago às vésperas do início da colheita. A principal diferença entre os levantamentos está na produtividade projetada para o milho. A diferença entre as estimativas tem mantido o mercado atento ao potencial efetivo de produção da safra norte-americana. O complexo de grãos apresenta reação positiva desde a divulgação dos resultados do Pro Farmer Crop Tour. No milho, as cotações acumulam alta de aproximadamente US$ 1,00 por bushel desde 31 de junho, acompanhada de aumento do volume negociado e intensificação do movimento de valorização a partir de 12 de agosto.
Na soja, os contratos com vencimento em novembro são negociados próximos do patamar de US$ 13,00 por bushel. O histórico também reforça a relevância atribuída pelo mercado aos números do Pro Farmer. Desde 2014, com exceção de dois anos, as cotações tendem a se movimentar na direção indicada pelos números apurados durante o levantamento. Ao mesmo tempo, as condições das lavouras apresentam sinais de deterioração nas avaliações semanais. A parcela da soja classificada em condição boa ou excelente recuou 2% na última semana, enquanto o índice correspondente ao milho permaneceu estável. Uma nova deterioração das condições das lavouras, combinada com eventual redução das estimativas do USDA no relatório de oferta e demanda de setembro (Wasde), pode ampliar o suporte aos preços. Nesse cenário, as cotações do milho podem alcançar a faixa superior de US$ 5,00 por bushel ou chegar a US$ 6,00 por bushel tanto no mercado futuro quanto no disponível. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.