01/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em leve alta nesta segunda-feira (31/08) na Bolsa de Chicago, sustentados pelos combates entre Rússia e Ucrânia e pela expectativa de redução da produção na Europa. O vencimento dezembro avançou 1,25 cent, ou 0,23%, e fechou a US$ 5,37 por bushel. As exportações de grãos da Ucrânia alcançaram 822 mil toneladas em agosto. O volume representa apenas 21% da capacidade potencial de exportação do país, com os portos do Danúbio e as ferrovias permanecendo como principais rotas de escoamento, diante da continuidade dos ataques no Mar Negro. As limitações logísticas associadas ao conflito mantêm os riscos sobre a oferta regional e dão suporte aos preços internacionais. Na Europa, o cenário de oferta também permanece desfavorável.
O Ministério da Agricultura da França informou que apenas 28% da safra de milho do país estava classificada como boa ou excelente em 24 de agosto, percentual inferior ao da semana anterior e muito abaixo dos 62% registrados um ano antes. A deterioração reflete os efeitos da onda de calor do verão nas principais regiões produtoras. Além disso, 45% das lavouras foram classificadas como ruins ou muito ruins, quase três vezes o nível observado no mesmo período do ano passado. Os dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos contribuíram para limitar a pressão baixista e sustentar as cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,496 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação nos portos norte-americanos na semana encerrada em 27 de agosto, alta de 13,1% em relação à semana anterior.
Os ganhos, contudo, foram limitados pela queda dos preços do trigo, substituto direto do milho na alimentação animal, e por um movimento de liquidação de posições compradas. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostram que os fundos ampliaram em 74,7% a posição líquida comprada em milho na CBOT na semana encerrada em 25 de agosto, de 181.692 para 317.448 lotes. O movimento levou a posição líquida dos fundos ao maior nível já registrado para essa data, superando por margem estreita o recorde de 2010. O balanço entre os riscos associados ao conflito no Mar Negro, a deterioração das lavouras europeias e os bons dados de exportação dos Estados Unidos manteve viés positivo para o milho, embora a queda do trigo e a realização de posições compradas tenham limitado a intensidade da alta.