01/Sep/2026
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciou decisões sobre 34 pedidos de isenção apresentados por pequenas refinarias de petróleo em relação às exigências de mistura de biocombustíveis previstas para 2025. As refinarias alegam dificuldades financeiras provocadas pelo cumprimento das metas estabelecidas pelo Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS). Após analisar os pedidos, a EPA concedeu isenção de 1,76 bilhão de créditos de conformidade, os RINs (Renewable Identification Numbers), para 29 pequenas refinarias. Do total, 18 receberam isenção integral, 11 obtiveram isenção parcial de 50% e três tiveram os pedidos rejeitados. Outros dois pedidos foram considerados inelegíveis.
A ampliação das isenções preocupa a Associação Americana da Soja (ASA), que alertou para possíveis efeitos negativos de longo prazo sobre os produtores de soja dos Estados Unidos. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel no país. O senador republicano Chuck Grassley, de Iowa, também avaliou que concessões de isenções em escala semelhante no passado provocaram perdas superiores a US$ 6 bilhões para a indústria de biocombustíveis. Na ocasião, os créditos de combustíveis renováveis recuaram até 78%, enquanto os preços da gasolina avançaram 12%, segundo o parlamentar, com impactos negativos para produtores e sem benefícios para os consumidores. A EPA informou, contudo, que pretende propor até o fim de outubro de 2026 a realocação integral dos 1,76 bilhão de RINs que deixarão de ser utilizados em razão das isenções.
A proposta prevê que 100% desse volume seja incorporado às exigências de mistura de biocombustíveis para 2026 e 2027, com o objetivo de compensar a redução temporária da demanda. A Associação de Combustíveis Renováveis (RFA), representante do setor de etanol norte-americano, criticou a concessão das isenções, mas considerou positiva a intenção da EPA de minimizar seus efeitos por meio da realocação dos créditos. Para a entidade, a medida cria uma alternativa para evitar perda de demanda por combustíveis renováveis, desde que a agência avance rapidamente na implementação da proposta e assegure a recomposição integral dos volumes afetados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.