31/Aug/2026
Os futuros de milho fecharam em alta na sexta-feira (28/08) na Bolsa de Chicago, influenciados pelo desempenho do trigo. Os dois grãos tendem a se mover na mesma direção porque um é substituto direto do outro na alimentação animal. A possibilidade de que a produção nos Estados Unidos fique bem abaixo da estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 406,73 milhões de toneladas, também deu suporte aos preços. O vencimento dezembro do milho ganhou 3,00 cents (0,56%), e fechou a US$ 5,36 por bushel. Na semana passada, acumulou alta de 5,51%. O milho também vem sendo impulsionado nos últimos dias pelos combates entre Rússia e Ucrânia e pela expectativa de uma produção reduzida na Europa.
A Comissão Europeia cortou de 51,90 milhões para 50,10 milhões de toneladas sua previsão para a produção de milho na União Europeia na safra 2026/27, o menor volume dos últimos 19 anos. Ao mesmo tempo, elevou de 24 milhões para 25 milhões de toneladas sua projeção para as importações do grão pelo bloco. Em seu relatório de oferta e demanda de agosto, o USDA estimou a produção e as importações da União Europeia em 50,20 milhões e 23,50 milhões de toneladas, respectivamente. Para agravar o cenário, a Ucrânia, principal fornecedora de milho para a União Europeia, está com a capacidade de exportação bastante limitada em razão do conflito no Mar Negro. O fortalecimento do dólar ante as principais moedas, que torna as commodities produzidas nos Estados Unidos menos atraentes para compradores estrangeiros, impediu uma alta mais acentuada das cotações.