28/Aug/2026
Os futuros de milho fecharam em leve baixa nesta quinta-feira (27/08) na Bolsa de Chicago, em movimento de realização de lucros após seis pregões consecutivos de alta, período em que o mercado acumulou valorização de 9,94%. O vencimento dezembro recuou 3,00 cents, ou 0,56%, e fechou a US$ 5,33 por bushel. Apesar da correção no curto prazo, os fundamentos permanecem favoráveis aos preços, diante da redução da estimativa de produção nos Estados Unidos, da interrupção praticamente total das exportações de milho pelo Mar Negro e da expectativa de menor produção na Europa.
O mercado, contudo, apresenta elevado grau de sobrecompra, o que aumenta o risco de uma correção mais intensa a qualquer momento. A menor estimativa para a safra norte-americana, o conflito entre Rússia e Ucrânia e as preocupações com a produção europeia continuam sustentando as cotações. A intensificação da guerra no Mar Negro aumenta os riscos para as exportações de trigo e milho da região, enquanto a seca na Europa reforça as preocupações com a oferta. No Brasil, a possibilidade de seca também integra o conjunto de fatores de suporte ao mercado internacional, ao lado da perspectiva de demanda elevada por milho.
Entretanto, preços mais altos tendem a desacelerar parte da demanda, limitando o potencial de valorização. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os exportadores norte-americanos venderam 31,2 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 20 de agosto. O volume representa queda de 87% ante a semana anterior e de 89% em relação à média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas de 1,07 milhão de toneladas. Considerando as duas safras, as vendas totalizaram 1,1 milhão de toneladas, dentro da faixa projetada pelos analistas, de 800 mil a 1,6 milhão de toneladas.