27/Aug/2026
Os preços do milho no mercado brasileiro devem seguir mais firmes, apoiados pela Bolsa de Chicago e pela menor pressão sazonal da 2ª safra de 2026. A combinação desses dois fatores melhorou a paridade de exportação, trouxe exportadores de volta ao mercado e levou compradores domésticos a elevarem as indicações no interior. As mínimas do ano costumam ocorrer em junho e julho, durante a entrada mais forte da 2ª safra, e as cotações tendem a avançar gradualmente depois desse período.
A valorização da Bolsa de Chicago também ajuda a reduzir a distância entre a paridade de exportação e os preços praticados no mercado interno. Com a melhora da paridade, exportadores passaram a disputar mais volumes no interior, enquanto consumidores domésticos também aumentam a presença nas compras. Os exportadores estão mais atuantes no mercado, o que acaba impulsionando o interesse dos compradores domésticos, que elevam as indicações.
O movimento ajuda a explicar a reação dos preços observada em diferentes regiões, ainda que a originação siga longe de ser fluida. Os atuais níveis ainda estão longe daqueles desejados pelos produtores e não indicam uma disparada das cotações. Do lado vendedor, a tendência é de manutenção da resistência. Produtores que dispõem de soja e milho tendem a priorizar a venda da oleaginosa, que vem testando máximas, e carregar o cereal para outubro e novembro. A previsão é de que o preço do milho deve subir daqui para a frente, como ocorre historicamente.
No Paraná, na região de Guarapuava, os compradores indicam entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em setembro. A exportação mostra conta positiva acima de R$ 70,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá. Em Mato Grosso, na região de Sinop, a alta do milho disponível destrava os negócios. Para produtor sem cooperativa, as indicações estão entre R$ 45,00 e R$ 46,00 por saca de 60 Kg FOB, enquanto, via cooperativa, os compradores indicam R$ 54,00 por saca de 60 Kg, para embarque em outubro e pagamento em novembro.