27/Aug/2026
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires projetou em 8,4 milhões de hectares a área semeada com milho na Argentina na temporada 2026/27, estável em relação ao ciclo anterior e acima da média das últimas cinco campanhas. O desenvolvimento do fenômeno El Niño melhora as perspectivas para a disponibilidade hídrica, embora persistam contrastes regionais e risco de excessos de umidade. A presença da cigarrinha-do-milho, por sua vez, condiciona a intenção de plantio no Norte da Argentina.
No cenário econômico, a eficiência dos custos deverá ser um fator determinante para a rentabilidade da cultura na campanha 2026/27. Para o milho com entrega em abril de 2027, o preço indicado é de US$ 199,70 por tonelada, 14% acima de 2025 e 5% superior à média das últimas cinco temporadas, além de estar US$ 15,70 por tonelada acima do primeiro preço registrado para o contrato. Na relação entre insumos e produto, os custos de combustível para 2026/27 apresentam alta de 41,8% em relação a 2025/26 e de 45,1% ante a média das últimas cinco campanhas.
As sementes registram queda de 4,5% na comparação anual, mas alta de 5% frente à média. Os herbicidas recuam 17,2% ante 2025/26 e 16,7% em relação à média, enquanto o fosfato diamônico (DAP) sobe 5,6% na comparação anual e 6,6% ante a média. A ureia apresenta redução de 5,6% em relação ao ciclo anterior e de 7,6% ante a média das últimas cinco temporadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.