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26/Aug/2026

Futuros do milho em alta com piora da safra nos EUA

Os futuros de milho fecharam em alta na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (25/08), sustentados pela piora na condição das lavouras dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 57% da safra apresentava condição boa ou excelente no dia 23 de agosto, recuo de 3% ante a semana anterior. No mesmo período do ano anterior, o índice estava em 71%. O mercado esperava uma redução menor, de 1%. O vencimento dezembro avançou 8,00 cents, equivalente a 1,55%, e fechou a US$ 5,23 por bushel. As estimativas da Pro Farmer para a produção e a produtividade do milho nos Estados Unidos permaneceram como fator adicional de suporte, por estarem significativamente abaixo das projeções mais recentes do USDA. A diferença entre as estimativas de produtividade da Pro Farmer e do USDA é a maior registrada para agosto em pelo menos 20 anos.

A divergência ampliou a atenção do mercado para o potencial produtivo da safra norte-americana, principalmente após a redução da estimativa de produtividade realizada pelo USDA neste mês e as avaliações de campo da Pro Farmer. O cenário de oferta dos Estados Unidos passou a gerar maior preocupação no mercado após a combinação entre a revisão para baixo da produtividade pelo USDA e os resultados do Pro Farmer Crop Tour, que apontaram problemas adicionais nas lavouras e posteriormente resultaram em uma estimativa de produtividade considerada favorável aos preços. No mercado internacional, os combates entre Rússia e Ucrânia também contribuíram para a sustentação das cotações. As exportações ucranianas de grãos em agosto estão 69% abaixo do nível registrado no mesmo período do ano anterior.

Diante da redução dos embarques, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) cortou em 3 milhões de toneladas sua estimativa para as exportações ucranianas de milho, para 22 milhões de toneladas. As condições climáticas na União Europeia também aumentam os riscos para a oferta. O calor e a seca registrados nas últimas semanas devem provocar perdas significativas na produção regional. Nesse cenário, as importações de milho da União Europeia podem alcançar 23,5 milhões de toneladas, aumento de 2,5 milhões de toneladas ante a previsão anterior. A maior necessidade de importação da União Europeia tende a elevar a demanda pelo milho dos Estados Unidos diante das dificuldades de oferta da Ucrânia, principal fornecedora do bloco. A combinação entre a piora das condições das lavouras norte-americanas, a diferença entre as estimativas de produtividade do USDA e da Pro Farmer e a redução da disponibilidade da Ucrânia e da União Europeia reforça o suporte aos preços do milho na Bolsa de Chicago.