25/Aug/2026
Os futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira (24/08) na Bolsa de Chicago, sustentados pelas estimativas da publicação Pro Farmer para a produção e a produtividade nos Estados Unidos, que ficaram abaixo das projeções mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O vencimento dezembro avançou 7,00 centavos de dólar, ou 1,38%, e fechou a US$ 5,15 por bushel. A Pro Farmer estima que os produtores norte-americanos colherão 389,74 milhões de toneladas de milho em 2026/27, com produtividade média de 10,872 toneladas por hectare. A projeção mais recente do USDA, divulgada no início de agosto, aponta produção de 406,75 milhões de toneladas, e rendimento de 11,342 toneladas por hectare.
A diferença entre as estimativas de produtividade da Pro Farmer e do USDA é a maior registrada para agosto em pelo menos 20 anos, ampliando a percepção de risco para o tamanho da safra norte-americana. Os resultados do levantamento indicaram problemas em áreas submetidas a temperaturas extremas durante o período crítico de polinização, além de impactos decorrentes do excesso de umidade no leste do Meio Oeste e da seca no noroeste da região. Apesar da redução indicada pela Pro Farmer, o mercado considera necessário avaliar as estimativas em perspectiva. Historicamente, a projeção da publicação costuma ficar abaixo da estimativa de agosto do USDA, e existe possibilidade de novas reduções nas projeções oficiais.
Entretanto, o mercado avalia como menos provável que o USDA realize um corte tão expressivo quanto o indicado pela Pro Farmer. A escalada do conflito no Mar Negro também ofereceu suporte às cotações. A Rússia recusou uma proposta de trégua que interromperia os ataques contra navios responsáveis pelo transporte de grãos na região, segundo informações divulgadas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy. O cenário amplia os riscos sobre a logística e a disponibilidade de grãos provenientes da região. Do lado da demanda externa, o USDA informou que 1,296 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação nos portos dos Estados Unidos na semana encerrada em 20 de agosto. O volume representa queda de 33,3% em relação à semana anterior.