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21/Aug/2026

Futuros sobem com preocupação sobre safra dos EUA

Os futuros de milho fecharam em alta nesta quinta-feira (20/08) na Bolsa de Chicago, sustentados pelas preocupações com a safra dos Estados Unidos após as estimativas divulgadas no terceiro dia da expedição Pro Farmer Crop Tour. O vencimento dezembro avançou 5,50 cents, equivalente a 1,10%, e fechou a US$ 5,03 por bushel. Em Illinois, a produtividade média do milho foi estimada em 11,561 toneladas por hectare, queda de 7,71% ante 2025 e de 7,51% em relação à média das três últimas safras. O resultado também representa a menor estimativa registrada pela expedição no Estado em sete anos. A menor contagem de espigas contribuiu para o resultado abaixo das expectativas. No oeste de Iowa, as estimativas de produtividade também recuaram nos três distritos visitados em relação ao ano passado.

No distrito 1, a projeção ficou em 12,039 toneladas por hectare, baixa de 3,08% ante 2025. No distrito 4, o rendimento foi estimado em 11,909 toneladas por hectare, recuo de 8,45%. No distrito 7, a produtividade esperada alcançou 11,963 toneladas por hectare, queda de 2,28% na comparação anual. As perspectivas desfavoráveis para a safra de milho na União Europeia também permanecem como fator de suporte às cotações. A incerteza sobre as exportações da Ucrânia reforça o cenário, diante dos ataques russos contra estruturas portuárias ucranianas no Mar Negro e no Rio Danúbio, importantes para o escoamento de grãos.

Os dados de exportação dos Estados Unidos, por outro lado, apresentaram desaceleração. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os exportadores venderam 232,9 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 13 de agosto, queda de 43% ante a semana anterior e de 24% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, as vendas somaram 816,1 mil toneladas. Considerando as duas safras, o volume total de 1,05 milhão de toneladas ficou próximo do piso das estimativas dos analistas, que variavam de 1 milhão a 1,8 milhão de toneladas. A combinação entre as dúvidas sobre a produtividade norte-americana e fatores de oferta no mercado internacional manteve o viés positivo para Bolsa de Chicago, apesar do ritmo mais moderado das vendas externas dos Estados Unidos.