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19/Aug/2026

Futuros do milho recuam com vendas de produtores

Os futuros de milho fecharam em leve baixa na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (18/08), apesar dos problemas nas lavouras de Ohio e Dakota do Sul identificados durante a expedição de safra Pro Farmer Crop Tour. As vendas realizadas por produtores norte-americanos prevaleceram sobre os sinais de redução do potencial produtivo nos dois Estados. O contrato dezembro recuou 1,50 cent, equivalente a 0,31%, e fechou a US$ 4,88 por bushel, após atingir máxima de US$ 4,93 por bushel durante a sessão. Esse nível de preço é considerado superior ao ponto de equilíbrio por muitos produtores, favorecendo a comercialização de milho da safra velha. Em Ohio, a Pro Farmer estimou a produtividade média em 11,309 toneladas por hectare, queda de 2,97% ante 11,655 toneladas por hectare, estimados um ano antes.

Na comparação com a média das últimas três temporadas, o rendimento projetado recuou 2,24%. O excesso de chuvas e os campos alagados prejudicaram as lavouras do Estado. Em Dakota do Sul, a estimativa de produtividade do milho foi de 9,358 toneladas por hectare, 14,40% abaixo de 10,933 toneladas por hectare, registrados no ano anterior. Em relação à média das últimas três temporadas, a estimativa apresentou queda de 8,37%. Em algumas áreas do Estado, os rendimentos observados ficaram na faixa de 8,16 toneladas por hectare, e a possibilidade de novas reduções permanece caso não ocorram condições climáticas favoráveis na fase final de desenvolvimento das lavouras.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 60% da safra de milho norte-americana apresentava condição boa ou excelente no dia 16 de agosto, recuo de 1% ante a semana anterior. No mesmo período do ano passado, o índice era de 71%, evidenciando condições qualitativas inferiores nesta temporada. No cenário internacional, a expectativa de uma safra menor na Europa e a intensificação dos combates na região do Mar Negro continuam oferecendo suporte aos preços. Rússia e Ucrânia seguem realizando ataques contra estruturas relacionadas à capacidade de exportação de commodities dos dois países. Os ataques praticamente paralisaram os três principais portos da Ucrânia, que é o maior fornecedor de milho da União Europeia.