18/Aug/2026
O mercado físico brasileiro de milho deve permanecer firme, com negócios pontuais e preços sustentados pela postura mais defensiva dos produtores. Mesmo diante das estimativas de uma possível safra recorde em 2025/26, a oferta disponível ainda é limitada, o que mantém o cereal com viés positivo no curto prazo. A retenção de oferta no spot é fundamentada pela valorização das cotações internacionais (que melhora a paridade de exportação), pelo ritmo mais lento da colheita no País e pelas preocupações climáticas para o fim do ano, em função de possíveis impactos do fenômeno climático El Niño. Esse ambiente contrapõe à pressão de oferta da 2ª safra de 2026 e garante sustentação aos preços no interior.
No Paraná, o ritmo dos negócios segue lento e marcado pelo descompasso entre o que propõem os compradores e o que querem os vendedores. Os vendedores indicam R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF, enquanto as fábricas de ração mantêm indicações em R$ 55,00 por saca de 60 Kg CIF. Para exportação, tradings indicam R$ 54,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá.
Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, o disponível apresenta forte reação, em razão da retenção do grão pelos produtores. Tradings indicam R$ 55,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em outubro e pagamento no fim do mesmo mês. Para 2ª safra de 2027, há registro de negócios a R$ 52,50 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em agosto de 2027 e pagamento em 3 de setembro.