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18/Aug/2026

Futuros do milho em alta com perdas na Europa

Os futuros de milho fecharam em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (17/08), sustentados pelas perdas de produção na Europa, pela piora das condições logísticas no Mar Negro e por dados de exportação dos Estados Unidos. O vencimento dezembro avançou 6,25 cents, ou 1,29%, para US$ 4,89 por bushel. As ondas de calor em parte da União Europeia levaram analistas a reduzir as estimativas para a produção do bloco. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia prejudica a capacidade de exportação da Ucrânia, principal fornecedora de milho para a União Europeia, elevando a percepção de risco sobre a disponibilidade do cereal no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu de 53,78 milhões para 50,20 milhões de toneladas sua projeção para a produção de milho da União Europeia na safra 2026/27.

A França aparece como o país mais afetado, com produção estimada em aproximadamente metade do volume registrado no ano anterior. No Mar Negro, os efeitos do conflito também comprometem o fluxo de exportações. Segundo dados do Ministério da Agricultura da Ucrânia, as exportações de grãos do país somaram apenas 590 mil toneladas nos primeiros 12 dias de agosto, cerca de 30% do ritmo considerado necessário para atender à demanda. Os participantes do mercado também acompanham os resultados da Pro Farmer Crop Tour, que iniciou nesta semana o levantamento das lavouras nos principais Estados produtores do Meio Oeste dos Estados Unidos.

Eventuais problemas significativos na região oeste do cinturão agrícola poderão estimular o retorno dos compradores ao mercado, diante da possibilidade de redução das estimativas para os estoques finais no próximo mês. Após cinco paradas no sudeste de Dakota do Sul, o rendimento médio do milho foi estimado em 10,92 toneladas por hectare. O resultado representa queda de 12% ante as primeiras cinco paradas realizadas na mesma rota no ano anterior. Os dados de exportação dos Estados Unidos também contribuíram para sustentar as cotações. O USDA informou que 1,91 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para embarque nos portos norte-americanos na semana encerrada em 13 de agosto, aumento de 8,55% em relação à semana anterior. O maior fluxo de embarques reforça a demanda pelo cereal norte-americano e contribui para o suporte aos preços.