14/Aug/2026
O mercado físico brasileiro de milho deve seguir pressionado no curto prazo, diante da ampla oferta da 2ª safra de 2026 e da concorrência internacional nos portos. O principal limitador para a recuperação dos preços é o desempenho fraco das exportações. No ambiente doméstico, a demanda interna auxilia na absorção do cereal, impulsionada sobretudo pelo consumo crescente da indústria de etanol de milho na Região Centro-Oeste, mas o volume ainda não garante uma reação firme das cotações.
No Paraná, a fraca liquidez no disponível reflete o distanciamento entre as indicações de compra e venda. Na região de Guarapuava, o preço de balcão opera em R$ 57,00 por saca de 60 Kg, enquanto os produtores indicam entre R$ 62,00 e R$ 63,00 por saca de 60 Kg FOB. Fábricas de ração de Santa Catarina indicam entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF, com acréscimo de ICMS.
Em Mato Grosso, a indicação de compradores aumenta conforme os prazos de entrega e pagamento se estendem para próximos meses. Para o disponível, tradings indicam R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque e pagamento em setembro (via cooperativa) e R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, para outubro. As indústrias de etanol indicam R$ 49,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em setembro; R$ 50,00 por saca de 60 Kg CIF, para outubro; e R$ 52,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega entre dezembro e janeiro de 2027.