13/Aug/2026
Os futuros de milho fecharam em forte alta nesta quarta-feira (12/08) na Bolsa de Chicago, impulsionados pelo corte maior que o esperado na estimativa de produtividade dos Estados Unidos no relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O vencimento dezembro subiu 20,25 cents, ou 4,40%, e fechou a US$ 4,80 por bushel. O USDA reduziu a projeção de produtividade do milho norte-americano de 11,487 para 11,342 toneladas por hectare. A revisão reforçou as preocupações com a uniformidade das condições das lavouras e elevou a percepção de risco sobre o potencial produtivo da safra.
Apesar da redução do rendimento, a estimativa de produção foi elevada de 406,42 milhões para 406,75 milhões de toneladas, o que representaria a segunda maior safra já colhida nos Estados Unidos. O mercado esperava uma redução da projeção para 405 milhões de toneladas. A revisão positiva decorreu do aumento da área colhida estimada. A projeção de estoques finais norte-americanos foi reduzida de 45,46 milhões para 41,98 milhões de toneladas, enquanto os analistas projetavam 43,94 milhões de toneladas. O ajuste reforçou a percepção de maior aperto no balanço doméstico e aumentou a sensibilidade dos preços a eventuais perdas adicionais de produtividade. O movimento de alta também foi sustentado pelas perspectivas de redução da safra de milho da União Europeia e pelos problemas logísticos provocados pelo conflito no Mar Negro.
As ondas de calor registradas no bloco reduziram significativamente as perspectivas de produção, enquanto a intensificação dos combates entre Rússia e Ucrânia prejudica o fluxo das exportações ucranianas. Os dados de produção de etanol nos Estados Unidos também contribuíram para sustentar as cotações. Como o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível no país, a manutenção de níveis elevados de processamento favorece a demanda pelo cereal. Segundo a Administração de Informação de Energia (EIA), a produção média de etanol foi de 1,117 milhão de barris por dia na semana encerrada em 7 de agosto, ante expectativa de até 1,115 milhão de barris por dia. Os estoques somavam 24,8 milhões de barris em 7 de agosto, em linha com as estimativas do mercado.