11/Aug/2026
O mercado brasileiro de milho deve seguir operando com liquidez limitada, em razão do recuo dos preços nos portos e pelos bons estoques das indústrias domésticas, que reduzem a demanda no spot. Além disso, quem tem milho hoje prefere guardar o grão à espera de reajustes positivos nos preços mais à frente, já que a colheita da 2ª safra de 2026 segue atrasada.
No Paraná, apesar da entrada da 2ª safra de 2026 no norte do Estado, os preços se mantêm estáveis em razão do baixo nível de negociação. Na região de Ponta Grossa, as fábricas de ração indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF, enquanto tradings indicam entre R$ 63,00 e R$ 64,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá. Negócios pontuais para exportação são realizados por até R$ 69,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega imediata e pagamento em setembro. É uma questão de necessidade de preenchimento de navios.
Em Mato Grosso, mesmo com a colheita avançada, o produtor tenta reter os grãos nos armazéns para vender em setembro. As indicações de exportação no curto prazo são de R$ 47,00 por saca de 60 Kg FOB, para agosto (via cooperativa). As indústrias indicam R$ 50,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em novembro. Para 2ª safra de 2027, as cotações de usinas de etanol chegam a R$ 48,00 por saca de 60 Kg. Os produtores indicam R$ 50,00 por saca de 60 Kg.