10/Aug/2026
Os futuros de milho terminaram estáveis na sexta-feira (07/08) na Bolsa de Chicago, devolvendo os ganhos registrados ao longo da sessão. O vencimento dezembro permaneceu em US$ 4,62 por bushel. Na semana passada, acumulou queda de 0,43%. A expectativa pela divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para quarta-feira (12/08), tende a manter os contratos em intervalo estreito de negociação. O mercado aguarda principalmente eventuais revisões nas estimativas de produção, produtividade, estoques e demanda norte-americanos. A alta do petróleo ofereceu suporte às cotações ao melhorar a competitividade relativa do etanol, principal biocombustível produzido nos Estados Unidos a partir do milho.
O cenário externo também permanece favorável em razão das perspectivas de queda da produção na União Europeia. Na França, as temperaturas elevadas das últimas semanas aumentam o risco de perdas nas lavouras. A FranceAgriMer projeta redução de 35% na produção de milho do país, para o menor nível em 46 anos. A intensificação dos combates na região do Mar Negro também amplia as incertezas sobre o ritmo das exportações da Ucrânia, importante fornecedora de milho para o mercado europeu. As vendas externas dos Estados Unidos contribuíram para limitar as perdas. O USDA registrou venda avulsa de 286,1 mil toneladas de milho para o México, sendo 29,8 mil toneladas com entrega prevista para o ano comercial 2026/27 e 256,3 mil toneladas para 2027/28.
Em sentido contrário, as condições climáticas favoráveis em boa parte das áreas produtoras dos Estados Unidos limitaram o avanço dos contratos. De acordo com o Monitor da Seca, 28% da área de milho norte-americana apresentava algum nível de estiagem em 4 de agosto, ante 29% na semana anterior, indicando melhora marginal nas condições de umidade. O mercado permanece, assim, dividido entre o suporte proporcionado pela demanda externa, pelo petróleo e pelas perspectivas de menor produção na Europa e a pressão exercida pelas condições favoráveis das lavouras norte-americanas e pela expectativa de uma ampla oferta no país.