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10/Aug/2026

USDA eleva projeção da safra brasileira 2026/2027

A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília elevou de 136 milhões para 139 milhões de toneladas a estimativa para a produção brasileira de milho na temporada 2026/27. O volume projetado permanece abaixo das 139,5 milhões de toneladas estimadas para 2025/26, indicando uma leve redução após o forte desempenho registrado no ciclo anterior. O cenário para 2026/27 considera custos elevados de produção, aumento dos preços dos fertilizantes e os riscos associados à possível ocorrência do fenômeno El Niño, com potencial para afetar o calendário de implantação das lavouras. A área plantada está estimada em 23 milhões de hectares, ante 22,8 milhões de hectares em 2025/26. A expansão de 0,9% é sustentada pela rentabilidade da cultura e pelo crescimento da demanda das indústrias de etanol de milho.

O aumento dos custos dos fertilizantes é apontado como um dos principais fatores de risco para a expansão da área de milho na 2ª safra. A possível ocorrência de El Niño entre julho e setembro de 2026 também representa uma preocupação, em razão do potencial de provocar irregularidade das chuvas durante o início do plantio da soja. Eventuais atrasos na implantação da soja podem aumentar a necessidade de replantio e postergar a colheita da oleaginosa, reduzindo a janela ideal para a semeadura do milho 2ª safra de 2027. Esse cenário poderá limitar o potencial produtivo da cultura e reduzir a oferta brasileira na temporada 2026/27. A projeção para o consumo total de milho no Brasil em 2026/27 foi elevada de 96,3 milhões para 100 milhões de toneladas. Para 2025/26, a estimativa também foi revisada para cima, de 95,8 milhões para 97 milhões de toneladas.

O aumento do consumo está relacionado principalmente à expansão das indústrias de etanol de milho e de ração animal. Mesmo com a expectativa de produção ligeiramente inferior à do ciclo anterior, as exportações brasileiras de milho em 2026/27 são projetadas em 43 milhões de toneladas, acima dos 42 milhões de toneladas estimados para 2025/26. A maior disponibilidade exportável, contudo, deverá ocorrer em um ambiente de concorrência internacional mais intensa. O Brasil deverá enfrentar maior competição dos Estados Unidos, em razão da expectativa de estoques elevados no país, e da Argentina, diante da perspectiva de uma produção elevada. Esse quadro poderá limitar o desempenho das exportações brasileiras e exercer pressão sobre a formação dos preços do milho no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.