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07/Aug/2026

Futuros sobem com previsão de safra menor na UE

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta quinta-feira (06/08) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pelas perspectivas de menor produção na União Europeia e pelo aumento esperado das importações do bloco. O vencimento dezembro avançou 2,00 cents, ou 0,43%, e fechou a US$ 4,62 por bushel. A consultoria Expana reduziu sua estimativa para a safra de milho da União Europeia de 53,7 milhões para 49,1 milhões de toneladas. A revisão reforça a expectativa de maior dependência do bloco por compras externas, em um cenário de incertezas sobre o ritmo das exportações da Ucrânia, principal fornecedor de milho para o mercado europeu.

A intensificação dos conflitos na região do Mar Negro aumentou as preocupações sobre a disponibilidade do cereal ucraniano no comércio internacional, contribuindo para a sustentação das cotações na Bolsa de Chicago. A valorização do petróleo também deu suporte ao mercado, ao melhorar a competitividade relativa do etanol nos Estados Unidos, onde o biocombustível tem o milho como principal matéria-prima. O avanço dos preços, porém, foi limitado pelas condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras norte-americanas.

As previsões indicam continuidade das chuvas em áreas como Iowa e Illinois, maiores produtoras de milho e soja dos Estados Unidos, além de temperaturas mais amenas nos próximos dias, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Segundo o Monitor da Seca dos Estados Unidos, 28% da área cultivada com milho apresentava algum nível de estiagem até 4 de agosto, leve melhora em relação aos 29% registrados na semana anterior. Os dados de vendas externas norte-americanas ficaram dentro das expectativas do mercado.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os exportadores venderam 116,7 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 30 de julho. O volume representa queda de 68% em relação à semana anterior e retração de 70% frente à média das quatro semanas anteriores, sendo o menor resultado do atual ano comercial. Para a temporada 2026/27, as vendas líquidas alcançaram 1,03 milhão de toneladas. Considerando as duas safras, o total comercializado somou 1,14 milhão de toneladas, dentro da faixa esperada pelos analistas, entre 900 mil e 1,5 milhão de toneladas.