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06/Aug/2026

Preços em desacordo entre agentes limitam mercado

O consumo doméstico do cereal, puxado pelo etanol de milho e pela ração animal, segue em trajetória de alta, mas a 2ª safra de 2027 é o principal fator de indefinição para o balanço do próximo ciclo. O custo elevado de fertilizantes, sobretudo nitrogenados, é um fator que pode empurrar parte da área de 2ª safra de milho para culturas concorrentes, como algodão e sorgo. No mercado, a disparidade entre as indicações de compra e venda segue ditando o ritmo do mercado de milho no País. Com a colheita avançando e a paridade de exportação pouco atrativa nos portos, os produtores mantêm postura defensiva e negociam apenas volumes pontuais.

Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, as cotações no disponível mantêm estabilidade de preços em relação às últimas duas semanas, mas com menor movimentação. Tradings indicam R$ 47,00 por saca de 60 Kg FOB, enquanto indústrias locais indicam entre R$ 50,00 e R$ 52,00 por saca de 60 Kg CIF. Nesses níveis, o produtor atua de forma cadenciada, vendendo conforme a necessidade. Para 2ª safra de 2027, as indicações do mercado interno oscilam entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca de 60 Kg CIF, sem apetite dos vendedores para a tomada de posições antecipadas. No Paraná, a escassez de oferta no mercado disponível mantém o mercado travado. A cotação no balcão na região de Guarapuava está em R$ 57,00 por saca de 60 Kg. No entanto, os produtores indicam a partir de R$ 63,00 por saca de 60 Kg FOB interior.