05/Aug/2026
Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta terça-feira (04/08) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pela melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, pelo recuo das cotações do petróleo e por um movimento de realização de lucros dos fundos de investimento. As chuvas sobre os estados de Nebraska e Iowa contribuíram para elevar a umidade disponível às lavouras e devem avançar para o leste do Meio Oeste norte-americano nos próximos dias. Além disso, a previsão de passagem de frentes frias pela região reforça a expectativa de manutenção de condições favoráveis ao desenvolvimento da safra. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a parcela das lavouras de milho classificadas entre boas e excelentes recuou de 63% para 61% na última semana.
Apesar da redução, o indicador permaneceu em nível considerado favorável e não foi suficiente para sustentar uma recuperação das cotações. Nesse cenário, o contrato dezembro caiu 7,00 cents, ou 1,48%, e fechou a US$ 4,65 por bushel. O mercado também foi influenciado pela queda dos preços do petróleo, fator que reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. Como o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol nos Estados Unidos, a retração do petróleo tende a limitar a demanda potencial pelo cereal. Outro fator de pressão foi a liquidação de posições compradas pelos fundos de investimento.
Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostraram que a posição líquida comprada desses agentes aumentou de 56.713 para 126.776 contratos na semana encerrada em 28 de julho, favorecendo movimentos de realização de lucros. As perdas foram parcialmente limitadas pelas preocupações com a oferta global. As ondas de calor na União Europeia seguem reduzindo o potencial produtivo da safra regional, enquanto dados da Comissão Europeia indicam que as importações de milho pelo bloco alcançaram 1,26 milhão de toneladas entre 1º de julho e 2 de agosto, aumento de 29,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, a intensificação do conflito na região do Mar Negro continua comprometendo os embarques de milho da Ucrânia, importante fornecedor do mercado europeu.