05/Aug/2026
As ondas de calor e os incêndios que afetaram lavouras de milho na Europa em 2026 devem abrir uma janela adicional para exportações ao continente no segundo semestre, mas Estados Unidos e Ucrânia aparecem em posição mais favorável para capturar essa demanda extra. O Brasil pode ampliar os embarques no período, especialmente com o avanço da colheita da 2ª safra de 2026, mas enfrenta maior concorrência internacional.
A entrada da produção brasileira da 2ª safra de 2026 no mercado deve favorecer uma maior disponibilidade para exportação entre o fim de 2026 e o início de 2027. No entanto, o milho norte-americano mantém competitividade mesmo durante o período de entressafra nos Estados Unidos, limitando o espaço para ganhos mais expressivos do produto brasileiro no mercado europeu. A Ucrânia também permanece como importante concorrente, devido à proximidade geográfica e à capacidade de abastecimento da União Europeia por ferrovias e rotas fluviais.
Apesar da elevação dos custos logísticos provocada pela seca no rio Danúbio, um dos principais corredores de exportação do país, o milho ucraniano continua competitivo com o uso de alternativas terrestres para o escoamento da produção. O cenário europeu tende a favorecer principalmente Estados Unidos e Ucrânia, enquanto o Brasil deve capturar parte da demanda adicional, mas sem ser o principal beneficiado pela redução da oferta regional.
O aumento dos embarques brasileiros deve ocorrer em um ambiente de maior disponibilidade interna após a colheita da 2ª safra de 2026. A situação europeia se soma a um quadro global de estoques de milho mais ajustados, reduzindo a margem de segurança do mercado e aumentando a sensibilidade dos preços a qualquer evento que comprometa a oferta disponível. A menor folga no balanço mundial amplia a relevância de problemas climáticos e logísticos entre os principais exportadores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.