05/Aug/2026
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) elevou a estimativa de produção de milho em Mato Grosso na safra 2025/26 para o recorde de 57,39 milhões de toneladas, volume 0,59% superior à projeção divulgada em julho e 3,53% acima das 55,43 milhões de toneladas produzidas na temporada 2024/25. A revisão reflete a consolidação da área cultivada com milho 2ª safra de 2026 em 7,43 milhões de hectares, crescimento de 0,57% em relação ao levantamento anterior e de 2,41% na comparação anual. A atualização foi baseada em levantamento realizado por meio de geoprocessamento e sensoriamento remoto, utilizando índices de vegetação para diferenciar as áreas de milho de outras coberturas vegetais. A produtividade média foi estimada em 128,67 sacas de 60 Kg por hectare, alta de 0,02% em relação ao relatório de julho.
O ajuste decorre da aplicação de novos pesos de ponderação após a revisão da área cultivada. Com a colheita em fase final e os elevados rendimentos observados nas áreas remanescentes, o instituto considera possível a ocorrência de novas revisões positivas na consolidação dos resultados da safra. No balanço de oferta e demanda, a disponibilidade total de milho para 2025/26 foi estimada em 58,37 milhões de toneladas, considerando estoque inicial de 974,03 mil toneladas. Para a safra 2024/25, o estoque de passagem foi revisado para baixo em 32,14% em relação ao relatório anterior, em decorrência do aumento da moagem nas usinas de processamento instaladas em Mato Grosso. A demanda total para 2025/26 permanece projetada em 57,20 milhões de toneladas, crescimento de 4,04% sobre a temporada anterior.
O consumo interno no Estado foi mantido em 22,10 milhões de toneladas, avanço de 9,12%, impulsionado pela ampliação da capacidade instalada e pelo maior ritmo operacional das usinas de etanol de milho. O consumo interestadual segue estimado em 11 milhões de toneladas, aumento de 6,18% na comparação anual, favorecido pela menor produção esperada em outros Estados. As exportações, por sua vez, permanecem projetadas em 24,10 milhões de toneladas, retração de 1,09%, refletindo a maior absorção do cereal pelo mercado doméstico. Os estoques finais foram estimados em 1,17 milhão de toneladas, volume 9,59% inferior ao projetado em julho, mas 19,99% superior às 974,03 mil toneladas previstas para o encerramento da safra 2024/25. Apesar da expansão da demanda, o aumento dos estoques é sustentado pelo recorde de produção alcançado pelo Estado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.