28/Jul/2026
As perspectivas para o mercado de milho em agosto são de sustentação gradual nos preços no País, considerando firmeza das cotações na Bolsa de Chicago e a necessidade de originação para exportação. O contrato de dezembro na Bolsa de Chicago perto dos US$ 5,00 por bushel sinaliza cotações firmes no segundo semestre, encorajando negociações de médio e longo prazos. Em Mato Grosso, na região de Sorriso, há registro de negócios para exportação a R$ 48,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em setembro e pagamento em outubro. Há 15 dias, essa mesma posição estava em R$ 45,00 por saca de 60 Kg. Esse aumento significativo impulsionou negócios. Lotes para entrega em outubro e pagamento no fim de novembro alcançam R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB.
Em operações intermediadas por cooperativas, os valores atingem R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB, para pagamento em setembro, podendo chegar a R$ 56,00 por saca de 60 Kg FOB, para liquidação em março de 2027. Com a concentração dos compromissos de embarque para a exportação entre os meses de agosto e outubro, o patamar de R$ 50,00 por saca de 60 Kg pode voltar a despertar interesse para negócios e destravar volumes mais expressivos. Quanto à demanda no mercado interno, indústrias do setor de proteína animal e de etanol se abastecem à medida que necessitam, garantindo sua cobertura no médio prazo, e já se voltam para a originação da 2ª safra de 2027. Os compradores indicam R$ 50,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em julho de 2027.
No Paraná, o mercado físico segue com liquidez restrita. Há um descompasso entre as indicações dos vendedores, ainda firmes no patamar de R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF, e a indicação das fábricas de ração, que buscam comprar entre R$ 61,00 e R$ 61,50 por saca de 60 Kg CIF, resultando em negócios pontuais ao redor de R$ 62,00 por saca de 60 Kg CIF. Na exportação, as indicações de tradings permanecem abaixo do esperado por produtores, oscilando entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em agosto e pagamento em setembro. Esse patamar afasta o vendedor e força o direcionamento dos lotes para o consumo doméstico regional. A entrada do auge da colheita da 2ª safra de 2026 entre agosto e setembro pode elevar a pressão sobre as tabelas de preços.