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28/Jul/2026

Futuros do milho recuam acompanhando petróleo

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta segunda-feira (27/07) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados principalmente pela forte queda das cotações do petróleo, que reduz a competitividade do etanol produzido a partir do milho nos Estados Unidos. O contrato com vencimento em dezembro recuou 13,50 cents, ou 2,77%, e fechou a US$ 4,74 por bushel. Além da influência do mercado de energia, as cotações foram pressionadas por um movimento de realização de lucros. Após a recente valorização dos contratos, fundos de investimento reduziram parte de suas posições compradas. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostram que a posição líquida comprada desses agentes aumentou de 11.361 para 56.713 contratos na semana encerrada em 21 de julho, ampliando o espaço para ajustes técnicos. As perspectivas de melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos também contribuíram para o recuo dos preços.

Embora a previsão continue indicando temperaturas acima da média nas próximas duas semanas, a expectativa de chuvas próximas ao padrão histórico tende a reduzir parte dos efeitos do calor sobre as lavouras. As perdas foram parcialmente limitadas pelas preocupações com a produção europeia diante das ondas de calor e pela continuidade das tensões entre Rússia e Ucrânia na região do Mar Negro, fator que mantém riscos para o fluxo de exportações de milho da Ucrânia ao mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as inspeções de milho para exportação somaram 1,49 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de julho, volume 7,74% inferior ao registrado na semana anterior. No Brasil, a AgRural informou que a colheita do milho da 2ª safra de 2026 alcançou 60% da área cultivada no Centro-Sul até 24 de julho, avanço em relação aos 49% registrados uma semana antes, mas abaixo dos 68% observados no mesmo período do ano passado.