24/Jul/2026
A comercialização de milho continua pontual no mercado interno, com demanda estacionada. A fraca competitividade dos preços nos portos direciona a oferta para o mercado doméstico e acalma a demanda. Com isso, os preços seguem acomodados. A colheita da 2ª safra de milho de 2026 no Brasil atinge 49,8% da área estimada, segundo a Nottus Meteorologia. Enquanto os trabalhos de campo seguem acelerados na Região Centro-Oeste, o excesso de umidade no solo e nos grãos atrasa o andamento das máquinas no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
No Paraná, a colheita atinge 30% da área no oeste do Estado, favorecida pelo tempo seco, mas chuvas pontuais voltam a desacelerar os trabalhos. Na região de Cascavel, há registro de negócios pontuais para fábricas entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF. Nos portos, embora as indicações tenham subido para a faixa de R$ 66,00 a R$ 67,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, a conta do frete rodoviário inviabiliza as margens para exportação a partir do Estado. A expectativa do setor é de que o fluxo de vendas ganhe tração a partir de setembro.
Em Mato Grosso, na região de Sorriso, tradings adquirem lotes pontuais para exportação a R$ 47,50 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto; R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em setembro; e R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em novembro. Para 2ª safra de 2027, as negociações ainda são incipientes. Indústrias de etanol indicam R$ 47,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega entre junho e agosto do próximo ano.