24/Jul/2026
Segundo estimativas da Copa-Cogeca, entidade que representa agricultores e cooperativas agrícolas da União Europeia, a produção de cereais da União Europeia está projetada em 264 milhões de toneladas em 2026, volume 6,6% inferior ao colhido em 2025. A redução é atribuída à combinação de leve retração da área total semeada, menor rendimento em grande parte do continente e queda de 15% na área destinada ao milho, fatores que reduzem o potencial produtivo do setor. O milho deve registrar a maior retração entre os cereais, com redução de 13,9% na produção e de 15,2% na área semeada, mesmo com produtividade considerada estável na maior parte das regiões produtoras.
Para o trigo, a produção total deverá diminuir 4,2%, refletindo recuos de 4,3% no trigo brando e de 2,1% no trigo duro. As estimativas também indicam queda de 3,5% na produção de cevada, de 4,0% na de centeio e de 9,3% na de aveia. O desempenho das lavouras foi prejudicado por secas prolongadas, estresse térmico e restrições hídricas observadas principalmente na Espanha e na Hungria, além dos impactos decorrentes da crise de fertilizantes, que continuaram limitando o potencial produtivo em parte da União Europeia. Em contraste, as perspectivas para as oleaginosas permanecem favoráveis.
A produção total do bloco é estimada em 33,3 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 6,8% em relação a 2025, sustentado por expansão de 6,6% da área plantada. A produção de colza deverá aumentar 6,4%, enquanto a de girassol tem projeção de alta de 11,2%, favorecida pela ampliação da área cultivada e por melhores rendimentos. Em sentido oposto, a produção de soja na União Europeia deverá recuar 4,3%, em decorrência de produtividades inferiores às registradas no ciclo anterior. As estimativas ainda poderão ser revisadas, uma vez que o desempenho final das lavouras dependerá da evolução das condições meteorológicas nas próximas semanas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.