ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

23/Jul/2026

Preços pressionados pela demanda enfraquecida

O avanço da colheita da 2ª safra de milho de 2026 no País evidencia um cenário de dupla pressão sobre o mercado físico nacional: entraves logísticos de recebimento e fraca competitividade das ofertas de exportação frente ao consumo doméstico. A elevada umidade dos grãos colhidos na Região Sul exige prazos mais longos de processamento nas unidades armazenadoras, gerando gargalos operacionais no recebimento. Paralelamente, a postura cautelosa das indústrias aliada à falta de tração nos portos mantém os preços praticados no disponível acomodados e limita a liquidez dos novos negócios.

No Paraná, a colheita ganha ritmo na região oeste, mas enfrenta um gargalo operacional. A alta umidade do milho colhido recentemente exige prazos de secagem superiores à média histórica. Isso está gerando filas de caminhões que superam 24 horas de espera nos armazéns, com unidades chegando a suspender o recebimento para dar vazão ao processamento dos grãos acumulados. Na região de Ponta Grossa, os preços no spot operam em R$ 59,10 por saca de 60 Kg CIF. Na região de Cascavel, as fábricas indicam R$ 52,27 por saca de 60 Kg CIF, mas sem liquidez. A conta não fecha porque o custo de produção é no mínimo R$ 70,00 por saca de 60 Kg.

Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, a liquidez do spot também é pontual. O mercado interno dita o ritmo com indicações entre R$ 48,00 e R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque imediato. No entanto, há resistência dos produtores, que buscam no mínimo R$ 50,00 por saca de 60 Kg e recusam as tabelas atuais. Do lado da exportação, o cenário é menos atrativo. Tradings indicam R$ 43,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto e pagamento em setembro. Sem o suporte do canal externo e diante do avanço da oferta com a colheita, a tendência de curto prazo permanece pautada pela pressão baixista.