22/Jul/2026
O mercado físico brasileiro de milho segue em ritmo lento, com compradores confortáveis administrando estoques enquanto aguardam o avanço da colheita no País. Indústrias estão aproveitando a entrada da 2ª safra de 2026 para adiar compras no spot e forçar recuos nas cotações. Com os preços de exportação abaixo do mercado interno e a perspectiva de queda nos prêmios com a entrada do pico de safra, os consumidores domésticos evitam pagar valores mais altos.
Em São Paulo, na região de Campinas, as fábricas de ração indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega imediata e pagamento em agosto. Os produtores indicam valores superiores, sem fechar negócios. As indústrias seguem confortáveis, consumindo estoques ou abastecendo-se com cereal de outros Estados. Na exportação, as indicações de tradings para entrega no Porto de Santos são de R$ 64,50 por saca de 60 Kg CIF para agosto, valor que não atrai o produtor. Há registro de negócios entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em setembro.
A colheita da 2ª safra de 2026 em São Paulo deve ganhar ritmo na primeira quinzena de agosto, e a tendência é de pressão adicional sobre os preços se os prêmios recuarem durante o pico de safra. Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, negociações com milho 2ª safra de 2026 ganham fôlego junto a cooperativas. Há registro de negócios a R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto, atendendo tanto a indústria quanto a exportação. Para negociações diretas com os produtores, as indicações recuam para R$ 46,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em setembro.