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22/Jul/2026

Futuros do milho sobem com onda de calor na UE

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta terça-feira (21/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pelas preocupações com a redução da produção na União Europeia em razão das ondas de calor e pelo fortalecimento do mercado de energia. O contrato com vencimento em dezembro avançou 2,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,48%, e fechou a US$ 4,75 por bushel. As elevadas temperaturas em importantes regiões produtoras europeias aumentaram as expectativas de perdas na safra, especialmente na França, onde analistas projetam redução superior a 30% na produção em comparação com a temporada anterior.

O cenário é agravado pela intensificação do conflito na região do Mar Negro, uma vez que a Ucrânia permanece como um dos principais fornecedores de milho para o mercado europeu. Nos Estados Unidos, o relatório semanal do Departamento de Agricultura (USDA) mostrou leve deterioração das condições das lavouras. Até o dia 19 de julho, 67% da safra apresentava classificação boa ou excelente, 1% abaixo da semana anterior. Apesar da redução, o resultado ficou acima das expectativas do mercado, que projetava queda de 2%. O avanço das cotações do petróleo também ofereceu suporte ao milho, ao aumentar a competitividade econômica do etanol frente aos combustíveis fósseis. Nos Estados Unidos, o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível, fazendo com que a valorização do petróleo tenda a fortalecer a demanda pelo grão.

No Brasil, a colheita da 2ª safra de milho de 2026 alcançava 49,8% da área cultivada até o dia 18 de julho, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 10,9% em relação à semana anterior. Apesar do progresso, os trabalhos permanecem atrasados em relação ao mesmo período da safra passada, quando atingiam 56,4% da área, e abaixo da média dos últimos cinco anos, de 56,7%. O mercado segue acompanhando a evolução das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte, o desenvolvimento da colheita brasileira e os desdobramentos geopolíticos no Mar Negro, fatores que deverão continuar influenciando a formação dos preços internacionais do cereal.