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21/Jul/2026

Futuros impulsionados por preocupações com oferta

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta segunda-feira (20/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela escalada das tensões na região do Mar Negro, pelas preocupações com a produção europeia e pelo anúncio de novas vendas de exportação dos Estados Unidos. O contrato dezembro, referência para a nova safra norte-americana, avançou 5,50 centavos de dólar por bushel, ou 1,18%, e fechou a US$ 4,73 por bushel. O principal fator de sustentação foi o aumento das preocupações com a oferta global após novos ataques na região do Mar Negro. O agravamento do conflito elevou os riscos para o escoamento da produção ucraniana, importante fornecedora de milho para o mercado europeu, em um momento em que a União Europeia também enfrenta perspectivas de redução da safra em decorrência das ondas de calor que atingem importantes áreas produtoras.

Avaliações de mercado indicam que a produção francesa poderá registrar um dos menores volumes das últimas décadas, reforçando o cenário de menor disponibilidade regional. O mercado também recebeu suporte do anúncio de uma nova venda avulsa de exportação dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou a comercialização de 100 mil toneladas de milho para a Colômbia, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27, reforçando a demanda pelo cereal norte-americano. No mercado financeiro, dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostraram mudança no posicionamento dos fundos de investimento. Na semana encerrada em 14 de julho, os investidores passaram de uma posição líquida vendida de 14.999 contratos para uma posição líquida comprada de 11.361 contratos, indicando fortalecimento da percepção positiva para os preços.

As inspeções semanais de exportação dos Estados Unidos tiveram impacto limitado sobre as cotações. O USDA informou que 1,55 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para embarque na semana encerrada em 16 de julho, volume praticamente estável em relação à semana anterior, com recuo de 0,31%. No Brasil, a colheita da 2ª safra de milho de 2026 continua avançando no Centro-Sul. Levantamento da AgRural aponta que os trabalhos atingiram 49% da área cultivada até 16 de julho, ante 40% na semana anterior e 55% no mesmo período da safra passada. A evolução da colheita amplia a disponibilidade interna do cereal, embora permaneça abaixo do ritmo observado em igual período de 2025.