20/Jul/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta na sexta-feira (17/07), impulsionados pelo avanço do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol nos Estados Unidos, principal destino do cereal norte-americano para produção de biocombustível. O vencimento dezembro subiu 3,50 cents de dólar (0,75%), e fechou a US$ 4,67 por bushel. A perspectiva de uma redução na produção da União Europeia em 2026/27, em função das ondas de calor que atingem áreas produtoras do bloco, também contribuiu para o movimento positivo. O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu em 4 milhões de toneladas sua estimativa para a safra mundial de milho no ciclo 2026/27, para 1,306 bilhão de toneladas, refletindo os impactos do estresse térmico na Europa.
Na França, as condições das lavouras voltaram a piorar na última semana. Dados de acompanhamento do mercado indicam que 41% da safra está classificada em condições boas ou excelentes, com queda acumulada de 43 pontos porcentuais em quatro semanas. As avaliações de mercado apontam possibilidade de a produção francesa atingir o menor nível em cerca de cinco décadas. O avanço das cotações foi limitado pelo desempenho fraco das exportações norte-americanas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas externas de 315 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 9 de julho, volume 44% inferior ao da semana anterior e 61% abaixo da média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, foram comercializadas 311,2 mil toneladas.
A soma das vendas dos dois ciclos, de 626,2 mil toneladas, ficou abaixo do menor intervalo esperado por analistas, de 800 mil toneladas. A maior disponibilidade de milho brasileiro no mercado internacional, com o avanço da colheita da 2ª safra, também atuou como fator de pressão sobre os preços. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil deverá embarcar 3,44 milhões de toneladas do cereal em julho. Para a safra brasileira 2025/26, o Rabobank projeta produção total de 140 milhões de toneladas. As altas também permaneceram limitadas pela expectativa de temperaturas mais amenas no Meio Oeste dos Estados Unidos, onde as lavouras atravessam a fase de polinização, período considerado determinante para a definição do potencial produtivo.