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17/Jul/2026

Futuros do milho caem com fracas vendas dos EUA

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quinta-feira (16/07), pressionados pelo enfraquecimento das vendas externas dos Estados Unidos, pelo avanço da oferta brasileira no mercado internacional e pela expectativa de condições climáticas mais favoráveis no Meio Oeste norte-americano. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os exportadores norte-americanos venderam 315 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 9 de julho. O volume foi o menor do ano comercial, com queda de 44% ante a semana anterior e recuo de 61% em relação à média das quatro semanas anteriores.

Para a safra 2026/27, as vendas somaram 311,2 mil toneladas. Considerando as duas safras, as vendas externas dos Estados Unidos totalizaram 626,2 mil toneladas no período, abaixo do piso das expectativas dos analistas, estimado em 800 mil toneladas. O contrato com vencimento em dezembro recuou 5,50 cents, equivalente a 1,17%, e fechou a US$ 4,64 por bushel. A valorização do dólar frente às principais moedas também contribuiu para a pressão sobre os preços, ao reduzir a competitividade do milho norte-americano no mercado internacional.

No Brasil, o avanço da colheita da 2ª safra de 2026 amplia a disponibilidade do cereal para exportação, aumentando a concorrência no comércio global. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil deverá embarcar 3,44 milhões de toneladas de milho em julho, refletindo o aumento da oferta nacional com o avanço da colheita. No cenário climático, a perspectiva de temperaturas mais amenas no Meio Oeste dos Estados Unidos reduziu preocupações com possíveis perdas produtivas. As lavouras norte-americanas atravessam a fase de polinização, período considerado determinante para a formação do rendimento das plantas.