15/Jul/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta terça-feira (14/07) em baixa, pressionados pela melhora das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela revisão para cima da estimativa da produção brasileira. O contrato dezembro recuou 2,75 cents (0,59%), e fechou a US$ 4,60 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 68% das lavouras norte-americanas apresentavam condição boa ou excelente até o dia 12 de julho, avanço de 1% em relação à semana anterior. O resultado superou parte das expectativas do mercado e reduziu o prêmio de risco climático incorporado às cotações.
O levantamento também mostrou que 34% das lavouras haviam atingido o estágio de espigamento, acima da média de 30% dos últimos cinco anos, enquanto 6% encontravam-se em fase de grão pastoso. As condições climáticas continuam sendo monitoradas pelo mercado, uma vez que a cultura atravessa o período de polinização, considerado determinante para o potencial produtivo. Apesar da previsão de temperaturas elevadas em áreas do oeste do Cinturão do Milho, a melhora das classificações reduziu a percepção de risco imediato para a safra norte-americana. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a produção total de milho na safra 2025/26 para 141,73 milhões de toneladas.
A revisão foi impulsionada pela 2ª safra de 2026, cuja produção passou a ser estimada em 109,43 milhões de toneladas. A perspectiva de maior oferta brasileira também contribuiu para pressionar as cotações. As perdas foram parcialmente limitadas pelo desempenho das exportações norte-americanas e pela valorização do mercado de energia. As inspeções semanais de milho para exportação somaram 1,54 milhão de toneladas, volume 17,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Além disso, a alta do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, manteve suporte à demanda por etanol nos Estados Unidos.