15/Jul/2026
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) elevou a estimativa para a produção de milho de Mato Grosso na safra 2025/26 de 53,35 milhões para o recorde de 57,06 milhões de toneladas, incremento de 6,95%, equivalente a aproximadamente 3,71 milhões de toneladas. O novo volume representa a maior produção já registrada no Estado e supera em 2,92% o resultado da safra 2024/25, quando foram colhidas 55,43 milhões de toneladas. Os dados foram apresentados na etapa dedicada ao milho do projeto Imea em Campo. A revisão foi sustentada pelo aumento da produtividade média, que passou de 120,28 sacas de 60 Kg por hectare para o recorde de 128,64 sacas de 60 Kg por hectare, avanço de 6,95%.
A área cultivada foi mantida em 7,39 milhões de hectares, expansão de 1,83% em relação ao ciclo anterior. O levantamento de campo, realizado durante dois meses, compreendeu mais de 800 avaliações distribuídas pelas principais regiões produtoras do Estado, indicando condições favoráveis para um novo recorde de produtividade e produção. O plantio da safra ocorreu com atraso em relação à média das últimas cinco safras em razão do excesso de umidade no solo. A região sudeste concentrou a maior proporção de áreas semeadas fora da janela considerada ideal. Na avaliação das lavouras, o médio-norte apresentou o maior percentual de áreas classificadas em condição excelente, enquanto o centro-sul registrou a maior participação de lavouras enquadradas como muito ruins.
O monitoramento fitossanitário apontou menor incidência de pragas nas regiões nordeste e médio-norte, enquanto centro-sul e sudeste concentraram os maiores níveis de infestação. Entre as doenças, o enfezamento foi a ocorrência mais frequente, presente em 2,64% das avaliações. As menores intensidades de danos foram observadas nas regiões nordeste, noroeste e sudeste, ao passo que o oeste apresentou a maior participação de registros classificados como moderados. Até julho, a comercialização da safra 2025/26 atingia 51,41% da produção estimada, com preço médio ponderado de R$ 43,10 por saca de 60 Kg. Para a safra 2026/27, as vendas antecipadas correspondiam a 7,90% da produção esperada, com preço médio de R$ 44,76 por saca de 60 Kg. Apesar do expressivo ganho de produtividade, as projeções indicam pressão crescente sobre a rentabilidade da atividade.
O custo total da safra 2026/27 é estimado em R$ 7.418,49 por hectare, aumento de 10,30% em relação ao ciclo anterior. O custeio operacional deve alcançar R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46%. A redução dos indicadores de rentabilidade em comparação aos anos anteriores reforça a necessidade de maior controle dos custos e de planejamento da produção. O levantamento foi desenvolvido pelo Imea em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT). Os trabalhos de campo foram realizados ao longo de 64 dias, abrangendo 30.829 quilômetros percorridos, 833 avaliações em 82 municípios e cobertura de áreas equivalentes a 96,4% da superfície cultivada com milho 2ª safra em Mato Grosso. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.