14/Jul/2026
Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta segunda-feira (13/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela redução dos estoques finais norte-americanos projetada pelo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), pela valorização do petróleo e pelo aumento das preocupações com o fluxo de grãos na região do Mar Negro. O contrato dezembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, avançou 2,25 cents, ou 0,49%, e fechou a US$ 4,63 por bushel. O mercado continuou repercutindo o relatório do USDA divulgado na sexta-feira (10/07), no qual o USDA reduziu a estimativa dos estoques finais de milho dos Estados Unidos para a safra 2026/27. O volume ficou abaixo das expectativas do mercado e reforçou a percepção de um balanço de oferta e demanda mais ajustado, apesar da previsão de uma produção elevada no país.
A valorização do petróleo também ofereceu sustentação às cotações. A intensificação das tensões no Estreito de Ormuz elevou os preços da energia, aumentando a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. Como o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol nos Estados Unidos, o movimento favorece as perspectivas de demanda pelo cereal. O cenário geopolítico no Mar Negro permaneceu no radar dos participantes do mercado. A interrupção do tráfego marítimo no Mar de Azov e no Estreito de Kerch amplia as preocupações com o escoamento de grãos da região. A Ucrânia figura entre os principais exportadores mundiais de milho, e eventuais restrições aos embarques podem redirecionar parte da demanda internacional para outras origens exportadoras.
Os dados de inspeções de exportação dos Estados Unidos indicaram embarques de 1,540 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 9 de julho, redução de 11,3% em relação à semana anterior. Na comparação anual, entretanto, o volume foi 17,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025. No acumulado do atual ano comercial, as inspeções permanecem 24,9% acima das observadas na temporada passada. No aspecto climático, as condições das lavouras norte-americanas seguem sendo acompanhadas durante o período de polinização. As previsões indicam continuidade das chuvas e temperaturas mais amenas ao longo do restante de julho, com uma nova onda de calor prevista apenas para o início de agosto. Esse cenário reduz, por enquanto, os riscos para o potencial produtivo da safra e limitou ganhos mais expressivos das cotações ao longo da sessão.