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13/Jul/2026

Preços do milho estão firmes no mercado doméstico

Os preços do milho estão firmes em boa parte das regiões brasileiras. Os vendedores estão focados nas atividades de campo, retomando a colheita em algumas regiões, depois de chuvas e geadas nas últimas semanas. Os compradores, por sua vez, estão retraídos dos negócios, aguardando o avanço da colheita da 2ª safra de 2026 e o consequente aumento da oferta no spot. As altas nas cotações internacionais também ajudam a sustentar os preços domésticos. Recuos nos preços são esperados para este período de colheita; porém, as condições climáticas fizeram com que, momentaneamente, a oferta estivesse menor. A colheita, no entanto, segue em linha com o registrado no ano anterior, mas está inferior à média das últimas cinco safras. Além disso, as altas nos preços da soja também levaram parte dos agricultores a dar preferência aos negócios com a oleaginosa, e, assim, aguardam melhores momentos para as vendas do cereal. Para as próximas semanas, as previsões de menor volume de chuvas nas Regiões Sudeste e no Centro-Oeste devem permitir o avanço da colheita.

Assim, os produtores podem ter estimativas mais exatas sobre a produtividade, por conta do impacto das geadas no Paraná, da seca em Goiás ou dos efeitos das condições favoráveis ao desenvolvimento da safra em Mato Grosso. O Indicador ESALQ/BM&F (Campinas – SP) tem leve avanço de 0,4% nos últimos sete dias, cotado a R$ 64,37 por saca de 60 Kg. Nos últimos sete dias, os preços do milho registram alta de 1,7% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e de 1,3% no mercado de lotes (negociação entre empresas). No entanto, em importantes regiões produtoras neste período, como Dourados (MS), Rio Verde (GO) e Primavera do Leste (MT), os preços registram baixa no mercado de lotes: 1,5%, 0,1% e 0,1%, respectivamente, nos últimos sete dias. Na B3, o avanço da colheita, o excedente interno elevado e a baixa liquidez no mercado spot pressionam os contratos futuros. Nos últimos sete dias, o contrato Jul/26 apresenta queda de 0,1%, a R$ 64,77 por saca de 60 Kg e o Set/26 tem baixa de 0,8%, a R$ 67,48 por saca de 60 Kg.

Dentre os principais Estados produtores, o ritmo da colheita tem sido distinto. Enquanto em São Paulo e em Mato Grosso os trabalhos estão mais avançados, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e em Goiás, a colheita está atrasada frente a anos anteriores, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Até o dia 3 de julho, 28,5% da área nacional havia sido colhida, ante 27,7% na safra anterior e 35,4% na média das últimas cinco safras. Especificamente em Mato Grosso, segundo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), 44,27% da área estimada havia sido colhida até o dia 3 de julho, avanço semanal de 11,86% e 4,07% acima da safra passada. Com a colheita se aproximando da metade, os agricultores já apontam que a produtividade segue superando as estimativas iniciais no estado. Em São Paulo, segundo a Conab, a colheita chegou a 3% da área até o dia 3 de julho.

No Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), as diferentes condições climáticas fazem com que os trabalhos de campo varem entre as regiões (tempo firme no norte e noroeste, mas chuvas no oeste e sudoeste). Com isso, até o dia 6 de julho, apenas 10% área estadual havia sido colhida, avanço semanal de 5%, mas ainda abaixo dos 29% do mesmo período de 2025. Em Mato Grosso do Sul, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), 2,8% da área havia sido colhida até 3 de julho, atraso de 7,6% em relação à temporada 2024/25. Em Minas Gerais, a colheita chegou a 11% da área estadual, com produtividade satisfatória. Em Goiás, com o avanço da colheita para 5% da área (dados da Conab até 3 de julho), agricultores já estimam reduções na produtividade. Quanto à safra verão (1ª safra 2025/2026), restando apenas os Estados do Nordeste (Maranhão, Piauí e Bahia), a colheita somava 96,3% da área nacional até o dia 3 de julho, conforme a Conab.

Nos Estados Unidos, as previsões de clima mais seco, com chuvas abaixo da média nas regiões produtoras na semana passada, impulsionaram os contratos. Além disso, a terceira onda de calor consecutiva na Europa, sobretudo na Ucrânia e na França, também dá suporte aos vencimentos. No entanto, as altas são limitadas pela redução na demanda internacional pelo cereal dos Estados Unidos. Com isso, os vencimentos Jul/26 e Set/26 negociados na Bolsa de Chicago registram avanço de 0,6% e 2%, para US$ 4,27 por bushel e US$ 4,31 por bushel, respectivamente. Quanto às lavouras, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que 67% das lavouras norte-americanas estavam em boas e excelentes condições até 5 de julho, mesmo percentual registrado na semana anterior, mas inferior aos 74% no mesmo período do ano passado. Outros 25% estavam em condição média, 6%, ruim e 2%, muito ruim. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires relata que, devido ao alto teor de umidade dos grãos, a colheita segue atrasada em 14% em relação à temporada anterior, atingindo 56,4% da área colhida até o dia 9 de julho. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.