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13/Jul/2026

Futuros do milho sobem após relatório do USDA

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão da sexta-feira (10/07) em alta, impulsionados pelo relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apresentou um balanço mais apertado para o mercado norte-americano e global. O contrato dezembro, referência para a nova safra, avançou 9,00 cents (1,99%), e fechou a US$ 4,61 por bushel. O USDA reduziu a projeção dos estoques finais norte-americanos de milho da safra 2026/27 para 45,46 milhões de toneladas. O volume ficou abaixo da expectativa média do mercado, mesmo após a revisão para cima da produção norte-americana.

A estimativa da safra dos Estados Unidos foi elevada para 406,42 milhões de toneladas. A redução dos estoques decorreu principalmente do corte nos estoques iniciais da nova temporada. O USDA revisou o estoque de abertura para 51,31 milhões de toneladas, após elevar a estimativa de consumo para ração e uso residual na safra 2025/26. As exportações norte-americanas também contribuíram para sustentar as cotações. O USDA aumentou a previsão de embarques da safra 2026/27 para 81,28 milhões de toneladas, refletindo a expectativa de demanda internacional aquecida. O ajuste indica maior absorção da oferta pelos mercados interno e externo, reduzindo a disponibilidade projetada para o encerramento da temporada.

No cenário mundial, o USDA reduziu a estimativa dos estoques finais de milho de 281,22 milhões de toneladas para 275,26 milhões de toneladas, abaixo da expectativa média do mercado, de 279 milhões de toneladas. A produção fora dos Estados Unidos foi revisada para baixo, com reduções na União Europeia e no Quênia parcialmente compensadas por aumento na produção do Canadá. Na Europa, a queda da produção francesa foi atribuída ao intenso calor registrado durante o ciclo, podendo resultar na menor safra do país em mais de três décadas. A estimativa para a produção da Hungria também foi reduzida.

Para o Brasil, o USDA manteve as projeções de produção em 138 milhões de toneladas na safra 2025/26 e em 139 milhões de toneladas na safra 2026/27. As estimativas para as exportações brasileiras permaneceram em 43 milhões e 44 milhões de toneladas, respectivamente. Na Argentina, a produção da safra 2025/26 foi elevada de 61 milhões para 63 milhões de toneladas, enquanto a previsão de exportações aumentou de 43 milhões para 45 milhões de toneladas. O mercado permanece atento às condições climáticas no Meio Oeste dos Estados Unidos, onde as lavouras atravessam a fase de polinização. A evolução das previsões meteorológicas deverá continuar influenciando o prêmio de risco incorporado às cotações nos próximos pregões.