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10/Jul/2026

Futuros caem com fracas vendas dos EUA e clima

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta quinta-feira (09/07) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelo desempenho abaixo do esperado das vendas externas dos Estados Unidos, pela realização de lucros e pela melhora das previsões climáticas para o Cinturão do Milho. O contrato dezembro recuou 4,25 cents, ou 0,93%, e fechou a US$ 4,52 por bushel. Após a recuperação registrada desde as mínimas da semana anterior, impulsionada pelas preocupações com calor intenso durante a fase de polinização das lavouras norte-americanas, o mercado perdeu parte do suporte climático. Novos modelos meteorológicos passaram a indicar temperaturas mais moderadas e maior ocorrência de chuvas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, reduzindo o prêmio climático incorporado às cotações nos últimos dias. O Monitor da Seca dos Estados Unidos apontou poucas alterações nas condições de umidade do Cinturão do Milho.

Nebraska continua apresentando áreas sob diferentes níveis de seca, enquanto o norte de Iowa e o sul de Minnesota registraram leve expansão da estiagem. Apesar da permanência de algumas preocupações climáticas, o cenário não apresentou deterioração suficiente para sustentar novas altas no mercado. Pelo lado da demanda, o relatório semanal de vendas externas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) exerceu pressão adicional sobre os preços. As vendas líquidas da safra 2025/26 totalizaram 565,8 mil toneladas na semana encerrada em 2 de julho, queda de 23% em relação à semana anterior e de 38% frente à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, as vendas alcançaram 401,7 mil toneladas. Somadas as duas temporadas, o volume comercializado atingiu 967,5 mil toneladas, abaixo das expectativas do mercado. Os embarques, por outro lado, permaneceram robustos.

As exportações semanais de milho somaram 1,839 milhão de toneladas, alta de 1% sobre a semana anterior e de 4% em comparação com a média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram México, Colômbia e Japão. A StoneX também informou que a China realizou consultas sobre milho norte-americano, embora ainda não tenham sido confirmadas compras. Os investidores também reduziram exposição antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta sexta-feira (10/07). O documento poderá trazer revisões nas estimativas de produção, consumo, exportações e estoques para a safra 2026/27, influenciando o comportamento do mercado nos próximos dias. No cenário internacional, o mercado continua acompanhando os desdobramentos da tensão no Estreito de Ormuz, devido aos possíveis impactos sobre energia, diesel e fertilizantes. Apesar desse fator de risco, a melhora das perspectivas climáticas para as lavouras norte-americanas prevaleceu na formação dos preços e limitou o suporte às cotações do milho na Bolsa de Chicago.