ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

08/Jul/2026

Futuros em alta com boas vendas dos EUA e calor

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram em alta nesta terça-feira (07/07), sustentados por compras de fundos, demanda externa e preocupações com o clima nos Estados Unidos durante a fase de polinização das lavouras. O vencimento dezembro avançou 6,50 centavos de dólar, ou 1,42%, e fechou a US$ 4,64 por bushel. O mercado manteve o movimento positivo iniciado na sessão anterior, quando o contrato dezembro alcançou o maior fechamento desde o início de junho. Fundos de investimento realizaram compras expressivas de contratos de milho no pregão anterior, movimento associado à cobertura de posições vendidas.

A percepção de parte dos participantes é de que as cotações podem ter atingido as mínimas sazonais. As condições climáticas nos Estados Unidos permaneceram como principal fator de sustentação dos preços. Dados indicam que, entre 29 de junho e 4 de julho, as temperaturas mínimas noturnas ponderadas pela produção de milho atingiram o maior nível da série histórica iniciada em 1981. O calor durante a noite reduz a capacidade de recuperação das plantas após períodos de estresse térmico durante o dia, aumentando a preocupação com o potencial produtivo.

As previsões meteorológicas para os próximos 8 a 14 dias apontam precipitações equivalentes a 46% da média histórica e temperaturas 6,4 graus acima do padrão no Meio Oeste norte-americano, mantendo o risco de impactos sobre as lavouras durante uma etapa importante do desenvolvimento. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve em 67% a parcela da safra de milho em condição boa ou excelente até o dia 5 de julho. A fase de polinização alcançava 16% da área cultivada. No lado da demanda, o USDA confirmou uma venda pontual de 285.775 toneladas de milho da nova safra para o México, reforçando o fluxo de exportações norte-americanas. No Brasil, a AgRural informou que a colheita da 2ª safra de milho de 2026 alcançou 30% da área cultivada no Centro-Sul.