08/Jul/2026
Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA), a safra de milho dos Estados Unidos em 2025 movimentou US$ 142 bilhões na economia norte-americana. O estudo aponta que a produção recorde de 432,33 milhões de toneladas, obtida em uma área de 39,983 milhões de hectares, gerou valor bruto de produção de US$ 70,1 bilhões. A cadeia produtiva do milho adicionou US$ 56 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, sustentou 482.293 empregos e distribuiu US$ 32 bilhões em salários ao longo da economia. Cada tonelada produzida correspondeu a uma movimentação econômica de aproximadamente US$ 328,33.
Na comparação com 2024, quando a produção alcançou 378,48 milhões de toneladas, com valor bruto de US$ 63,4 bilhões e impacto econômico de US$ 123 bilhões, a safra de 2025 ampliou significativamente sua contribuição para a atividade econômica do país. O volume produzido em 2025 superou em 14% o recorde anterior, com produtividade média de 11,71 toneladas por hectare e a maior área cultivada com milho desde 1933. Apesar do desempenho histórico em produção, a receita obtida pelos produtores não estabeleceu novo recorde em razão da queda dos preços de comercialização. O preço médio recebido pelos agricultores foi de US$ 163,38 por tonelada, abaixo das médias históricas de cinco anos, de US$ 200,78 por tonelada, de dez anos, de US$ 169,68 por tonelada, e de vinte anos, de US$ 170,07 por tonelada.
Os efeitos diretos da atividade agrícola responderam por 156.452 empregos e geraram US$ 9,7 bilhões em renda. Os impactos indiretos, relacionados aos fornecedores de fertilizantes, combustíveis, máquinas, equipamentos e serviços, totalizaram US$ 41,3 bilhões em produção econômica e US$ 23 bilhões adicionados ao PIB. Os efeitos induzidos pelo consumo das famílias ligadas à cadeia do milho movimentaram outros US$ 27 bilhões em produção econômica e contribuíram com US$ 16,6 bilhões para o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.