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06/Jul/2026

Preços do milho se recuperam no mercado interno

Os preços do milho estão registram alta em São Paulo, diante da posição firme de vendedores, que estão atentos às condições climáticas e às valorizações internacionais. Além disso, os valores também são influenciados pelos estoques reduzidos e pela necessidade imediata de abastecimento. Consumidores voltaram a negociar volumes para entrega no curto prazo e aceitam pagar preços mais elevados no spot, enquanto aguardam o avanço da colheita da 2ª safra de 2026, o que deve aumentar a oferta. No entanto, as cotações seguem em queda na maior parte do País, sobretudo na Região Centro-Oeste, refletindo o avanço da colheita da 2ª safra de 2026. Ainda assim, os compradores indicam que estão abastecidos e, com isso, limitam as aquisições no curto prazo, priorizando apenas necessidades imediatas e restringindo reações nos preços.

O Indicador ESALQ/BM&F (Campinas - SP) registra avanço de 1,4% nos últimos sete dias, a R$ 64,13 por saca de 60 Kg. No entanto, o Indicador ainda acumulou queda de 2% em junho, com média de R$ 63,68 por saca de 60 Kg, a menor desde agosto/25, em termos nominais. Nos últimos sete dias, os preços do milho apresentam baixa de 0,1% tanto no mercado de balcão (preço pago ao produtor) quanto no mercado de lotes (negociação entre empresas). No acumulado de junho, as quedas foram de 3,4% no mercado de balcão e de 2,7% no de lotes. No mercado internacional, os preços do milho estão em alta, especialmente após a divulgação dos relatórios de área plantada e de estoques trimestrais por parte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no dia 30 de junho, com estimativas inferiores às expectativas dos agentes.

As novas projeções indicam que os Estados Unidos devem colher cerca de 35,4 milhões de hectares na safra 2026/27, com baixa de 4% frente à temporada 2025/26. Os estoques de milho em 1º de junho também ficaram aquém das expectativas, a 134,5 milhões de toneladas, evidenciando um ritmo de consumo superior ao estimado anteriormente e reduzindo a disponibilidade imediata do cereal. Com isso, na Bolsa de Chicago, o contrato Jul/26 registra valorização de 2,47% nos últimos sete dias, indo para US$ 4,25 por bushel. Quanto aos próximos vencimentos, ainda prevalece a queda: o contrato Set/26 recuou 0,29% no mesmo período, indo a US$ 4,23 por bushel. O contrato Dez/26 tem baixa de 0,34%, a US$ 4,41 por bushel. Na B3, os contratos futuros têm leve valorização, impulsionados pelas altas dos preços internacionais.

Nos últimos sete dias, o contrato Jul/26 registra alta de 0,5%, a R$ 64,84 por saca de 60 Kg. O vencimento Set/26 registra avanço de 0,2%, a R$ 68,03 por saca de 60 Kg. A colheita avança de forma gradual no Brasil, ainda limitada pela elevada umidade dos grãos e pelas chuvas no Centro-Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para o risco de geadas no sul do Paraná, elevando a preocupação com as lavouras da 2ª safra de 2026 semeadas mais tardiamente. Com isso, a média nacional colhida totalizou 18,8% da área até o dia 26 de junho, avanço semanal de 7,8%, mas ainda abaixo dos 24,6% colhidos na média das últimas cinco safras, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No Paraná, apenas 5% da área foi colhida até o dia 29 de junho, inferior aos 16% verificados no mesmo período de 2025, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab).

Em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), 32,41% da área havia sido colhida até 26 de junho, avanço de 11,55% em relação à semana anterior e 5,42% acima do observado no mesmo período da safra passada. Em Mato Grosso do Sul, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), apenas 0,7% da área havia sido colhida até 30 de junho, atraso de 5,5% em relação à temporada 2024/25. Apesar do atraso na colheita em função das chuvas, esse comportamento ainda está dentro do esperado para o período, quando a umidade dos grãos costuma atrasar o início dos trabalhos. Na Argentina, o relatório da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicou que a colheita chegou a 52,9% da área nacional até o dia 1º de julho, avanço semanal de apenas 1,7%, com produtividade média de 8.150 Kg por hectare.

A colheita está progredindo em ritmo lento devido ao alto teor de umidade presente tanto nos grãos quanto no campo, condição que continua atrasando a colheita das lavouras restantes, principalmente no centro e no sul da província de Buenos Aires. A produção segue estimada em 64 milhões de toneladas, 30,6% superior à temporada anterior. Nos Estados Unidos, as chuvas têm favorecido as lavouras. O USDA indica que, até o dia 28 de junho, a semeadura havia sido concluída e que 67% das lavouras norte-americanas estavam em boas e excelentes condições, um pouco abaixo dos 70% registrados na semana anterior e inferior aos 73% do mesmo período do ano passado. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.