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02/Jul/2026

Preços sob pressão da colheita da 2ª safra de 2026

O mercado brasileiro de milho encerrou o primeiro semestre exibindo realidades climáticas e operacionais distintas entre os principais estados produtores. Enquanto lavouras de Mato Grosso aceleram o ritmo e começam a pressionar as estruturas logísticas locais, o avanço da colheita da 2ª safra de 2026 no Paraná é interrompido por um quadro de umidade excessiva e chuvas frequentes. O atraso no Paraná acabou enxugando a oferta de grão pronto no curto prazo, servindo como uma importante base de sustentação para os preços no mercado físico disponível. Para julho, o avanço da colheita deve pressionar ainda mais as cotações, deixando o mercado sem direção.

No Paraná, na região de Cascavel, o excesso de chuvas impediu a entrada das máquinas em campo nos últimos dias. Diante dessa restrição, o spot local ganhou firmeza e fábricas de ração consolidam suas indicações em R$ 58,00 por saca de 60 Kg FOB para o produto já colhido. Tradings indicam entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para o final de julho e pagamento em agosto. A partir de 15 de julho, os terminais portuários começam a limpar as estruturas para receber os navios de agosto, o que deve forçar uma melhora nos prêmios para complementar os line-ups.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, a ponta exportadora está ativa, mas perdendo a liderança de preços para as usinas de etanol e indústrias de ração. Grandes tradings movimentam o mercado via cooperativas, pagando R$ 44,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque imediato e liquidação em 72 horas. No entanto, os melhores retornos atuais vêm do consumo interno na modalidade. As programações para entregas em agosto e setembro alcançam R$ 48,00 por saca de 60 Kg CIF, subindo para R$ 51,00 por saca de 60 Kg CIF, para os meses de outubro e novembro.