30/Jun/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta segun da-feira (29/06) em forte baixa, pressionados pelas previsões de condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos e pelo ajuste de posições antes da divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O contrato com vencimento em dezembro recuou 11,50 cents, equivalente a 2,60%, e fechou a US$ 4,30 por bushel. As previsões meteorológicas indicam chuvas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no cinturão produtor norte-americano, reduzindo preocupações quanto ao potencial produtivo da safra.
Ao mesmo tempo, o mercado aguardou os relatórios do USDA, considerados referências para a definição das perspectivas de oferta da temporada 2026/27. Analistas projetam área plantada de 38,42 milhões de hectares, abaixo dos 38,58 milhões de hectares estimados pelo USDA no relatório de intenção de plantio divulgado no fim de março. Para os estoques trimestrais, a expectativa é de volume de 136,96 milhões de toneladas, em 1º de junho, acima das 117,93 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. Além das perspectivas favoráveis para a safra norte-americana, a ampla oferta da América do Sul continua exercendo pressão sobre as cotações internacionais. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires projeta produção recorde de 64 milhões de toneladas.
No Brasil, a colheita da 2ª safra de 2026 segue em andamento e amplia a disponibilidade do cereal para exportação. Levantamento da AgRural indica que os trabalhos atingiram 22% da área cultivada no Centro-Sul até o dia 25 de junho, avanço de 6% em relação à semana anterior. Apesar da evolução, o ritmo permanece abaixo do potencial devido às condições climáticas adversas, embora esteja acima dos 18% registrados no mesmo período da safra de 2025. Na demanda externa, o USDA informou que as inspeções de milho para exportação totalizaram 1,79 milhão de toneladas na semana encerrada em 25 de junho, volume 21,7% superior ao registrado na semana anterior.