29/Jun/2026
Os futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão de sexta-feira (26/06) em queda, em movimento de ajuste após a recuperação observada na sessão anterior e antes da divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta terça-feira (30/06). A pressão adicional veio do recuo do trigo, associado ao avanço da colheita no Hemisfério Norte. O contrato de dezembro do milho caiu 1,50 cent (0,34%), para US$ 4,4150 por bushel.
Na sessão anterior, o mercado havia reagido com cobertura de posições vendidas, após aumento relevante da posição líquida vendida de fundos de investimento na semana encerrada em 16 de junho, de 1.306 para 49.487 lotes, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Parte dessas recompras sustentou os preços, mas o movimento perdeu força no pregão seguinte. A alta anterior teve caráter técnico, após semanas de pressão vendedora por parte dos fundos. A leitura é de que a sustentação acima de US$ 4,40 por bushel no contrato dezembro poderia abrir espaço para recuperação parcial das perdas recentes, com projeção técnica em torno de US$ 4,69 por bushel, embora o mercado tenha adotado postura mais cautelosa antes dos dados oficiais.
No cenário climático, modelos indicam previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal nas próximas duas semanas em regiões produtoras dos Estados Unidos, fator que tende a ganhar relevância após a divulgação dos relatórios. O recuo do petróleo também limitou o desempenho do milho, ao reduzir a competitividade do etanol, cuja produção norte-americana é fortemente baseada no cereal. Preocupações com calor extremo na França, com possível impacto sobre a safra da União Europeia, trouxeram suporte pontual, sem alterar a tendência de baixa na Bolsa de Chicago.